domingo, 20 de março de 2011

No Twiter



Comparação de notícias de sites de Teixeira

Na vontade de demonstrar informações enquadradas nos padrões da comunicação jornalística, peguei uma matéria factual em três sites de Teixeira, montei e preenchi os pontos: Quem, quê, quando, onde, como e por quê. Sempre que possível, eu vou fazer essas montagens, quem quiser utilizar a idéia, vale para verificar o que realmente está coerente com a notícia ou divergências nos meios dos comunicadores.
Links:
QUEM?
Teixeira Notícias: comerciante de jóias – Dayana Lima Guimarães, 27
Teixeira News: jovem comerciante do ramo de venda de jóias – Dayane Lima Guimarães, 28
Sul Bahia News: jovem bonita e solteira – Dayana Lima Guimarães – 28
O QUÊ?
Teixeira Notícias: assassinada com três tiros
Teixeira News: Brutalmente abatida a tiros
Sul Bahia News: assassinada
QUANDO?
Teixeira Notícias: noite da ultima terça feira, 18
Teixeira News: início da noite de terça feira, 18
Sul Bahia News: por volta das 18h de terça feira, 18
ONDE?
Teixeira Notícias: em Teixeira de Freitas, enquanto lavava a varanda da casa onde morava
Teixeira News: na garagem de sua casa na Rua 18 n 74, bairro Bonadiman, zona sul de Teixeira de Freitas.
Sul Bahia News: porta de casa
COMO?
Teixeira Notícias: foi executada com dois na cabeça e um na barriga enquanto lavava a varanda casa onde morava. Vizinhos disseram que era costume, Dayana lavar a frente da casa com o som do carro ligado.
Teixeira News: Morta quando tirava a sua caminhonete Toyota Hilux, cor preta, para o lado de fora de sua casa. Uma vez o carro do lado externo do imóvel, ela passou a varrer a sua garagem, quando o assassino ou os assassinos chegaram e executaram a moça a tiros.
Sul Bahia News: Como era costume, Dayana tirou da garagem da casa em que morava na Rua 18, número 74, sua caminhonete S10 preta, estacionou-a em frente à residência e voltou para limpar a garagem.
Ela caiu em meio aos utensílios de limpeza após ser atingida, de curta distância, na cabeça, próximo à orelha esquerda; na face, próximo ao olho e no abdômen, também lado esquerdo.
POR QUÊ?
Teixeira Notícias: Até o momento, a polícia não deu nenhuma nota sobre o crime
Teixeira News: a polícia trabalha com quatro hipóteses e que uma delas possa ter motivado o brutal assassinato da jovem – Uma pode ser relacionada ao problema com a máfia dos remédios proibidos, outra em relação a um fato novo, mas que a polícia não sustenta até então, e as outras duas possibilidades estão ligadas a crime passional
Sul Bahia News: ??
Histórico do personagem:
Teixeira Notícias: Dayana já tinha passagem pela polícia e foi notícia a pouco mas de 1 ano quando foi presa vendendo remédios controlados para emagrecer.
Teixeira News: Os delegados Manoel Andreatta e José Bezerra Júnior prenderam em meados de 2009 prenderam a vítima em flagrante delito. Na época ela foi enquadrada criminalmente porque vinha indevidamente mandando confeccionar talonários timbrados de um médico conhecido da cidade que era seu namorado na ocasião, e com o seu carimbo e assinatura, a acusada mandava farmácias de manipulação fabricar remédios para emagrecer e indevidamente vendia os medicamentos contra-indicados.
Sul Bahia News: em seu histórico constava uma prisão por exercício ilegal da medicina, falsificação de documento público e venda de medicamentos, caracterizado como tráfico de drogas. Dayana manteria um relacionamento amoroso com um médico conhecido da região.

Por: Alisson Leite de Andrade
Produtor, editor, cinegrafista, repórter e graduando do 5º período de Comunicação social com habilitação em jornalismo pela Fasb - Faculdade do Sul da Bahia.

Queria que você estivesse aqui

Então.
Então você acha que consegue distinguir
O céu do inferno?
Céus azuis da dor?
Você consegue distinguir um campo verde
de um frio trilho de aço?
Um sorriso de um véu?
Você acha que consegue distinguir?
Fizeram você trocar
Seus heróis por fantasmas?
Cinzas quentes por árvores?
Ar quente por uma brisa fria?
Conforto frio por mudança?
Você trocou
Um papel de coadjuvante na guerra
Por um papel principal numa cela?
Como eu queria! Como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre este mesmo velho chão

O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que você estivesse aqui

Fichamento do livro Cibercultura - Pierre Lévy


CIBERCULTURA

                                                                                    Pierre Lévy

FICHAMENTO

PARTE I
O crescimento do ciberespaço resulta de um movimento internacional de jovens ávidos, para experimentar, coletivamente, formas de comunicação diferentes daquelas que as mídias clássicas nos propõem. Em segundo lugar, que estamos vivendo a abertura de um novo espaço de comunicação.
A verdadeira questão não é ser contra ou a favor, mas sim, reconhecer as mudanças qualitativas na ecologia dos signos, o ambiente inédito que resulta da extensão das novas redes de comunicação para a vida social e cultural.

PARTE II
Tornou-se uma questão de dinheiro envolvendo os pesos pesados. O tempo dos ativistas e dos utopistas já terminou. Se você tentar explicar o desenvolvimento de novas formas de comunicação transversais, interativas e cooperativas, ouvirá como resposta um discurso sobre os ganhos fabulosos de Bill Gates, presidente da Microsoft. (...) O crescimento do ciberespaço servirá apenas para aumentas ainda mais o abismo entre os bem-nascidos e os excluídos, entre os países do Norte e as regiões pobres nas quais a maioria dos habitantes nem mesmo tem telefone.
Devo portanto enunciar aqui alguns argumentos sensatos. O fato de que o cinema ou a música também sejam indústrias e parte de um comércio não nos impede de apreciá-los, nem de falar deles em uma perspectiva cultural ou estética. O telefone gerou e continua a gerar verdadeiras fortunas para as companhias de telecomunicação. Isso não altera o fato de que as redes de telefonia permitem uma comunicação planetária e interativa.
Por isso não vejo por que a exploração econômica da Internet ou o fato de que atualmente nem todos têm acesso a ela constituiriam por si mesmos, uma condenação da cibercultura ou nos impediriam de pensá-la d qualquer forma de crítica.
Aliás, não são os pobres que se opõem à Internet – são aqueles cujas posições  de poder, os privilégios (sobretudo os privilégios culturais) e os monopólios encontram-se ameaçados pela emergência dessa nova configuração de comunicação.

PARTE III
As telecomunicações são de fato responsáveis por estender de uma ponta à outra do mundo as possibilidades de contato amigável, de transações contratuais, de transmissões de saber, de trocas de conhecimentos, de descoberta pacífica das diferenças.
Uma das principais hipóteses deste livro é a de que a cibercultura expressa o surgimento de um novo universal, diferente das formas culturais que vieram antes dele no sentido de que ele se constrói sobre a indeterminação de um sentido global qualquer.
A nova universalidade não depende mais da auto-suficiência dos textos, de uma fixação e de uma independência das significações. Ela se constrói e se estende por meio da interconexão das mensagens entre si, por meio de sua vinculação permanente com as comunicações virtuais em criação, que lhe dão sentidos variados em uma renovação permanente.
Encontram-se fora do deste estudo as questões econômicas e industriais, os problemas relacionados ao emprego e as questões jurídicas. Enfatizamos a atitude geral, frente ao progresso das novas tecnologias, a virtualização da informação que se encontra em andamento e a mutação global da civilização que dela resulta. As novas formas artísticas, as transformações do saber, as questões relativas a educação e formação, os problemas da exclusão e da desigualdade.

PARTE IV
Apresento, portanto, de forma acessível aos não especialistas, conceitos como a digitalização da informação, os hipertextos e hipermídia, as simulações em computadores, as realidades virtuais, as grandes funções das redes interativas e particularmente as da Internet.

PARTE V
Por fim, o lado negativo da cibercultura, por meio dos conflitos e das críticas que sempre provoca... Conflitos de interesses e as lutas de poder que se desenrolam em torno do ciberespaço, as denúncias por vezes truculentas contra o virtual, as sérias questões da exclusão e da manutenção da diversidade cultural frente aos imperialismos políticos, econômicos ou midiáticos.

O bom e velho Jack


Por que o Jack Daniel's é tão bom? Será que é porque ele não é bourbon?
Não é somente bebida alcoólica, é como se você estivesse bebendo goles de pura história.
O gosto é suave e seco, o cheiro é inconfundível e a garrafa é um verdadeiro ícone. Todo bom apreciador de whiskey deve ter ao menos um JACK DANIEL’S em seu bar ou como uma referência de bebida de qualidade.
                               http://www.jackdaniels.com/
                                             A história
Jasper Newton Daniel, que tinha o apelido de “Jack”, nasceu em 1850, sendo o décimo filho de uma família muito numerosa. Ainda adolescente, aprendeu o processo de destilação e elaboração do uísque com seu pai, Dan Call, um pastor luterano proprietário de uma destilaria. Dan preparava as bebidas com um sistema que, por meio do carvão vegetal da árvore Maple, levava mais dias para adoçar o uísque. O processo era comum no estado do Tennessee, mas os proprietários ficavam insatisfeitos com a demora e os gastos extras. Jack comprou a destilaria no ano de 1860 com apenas 13 anos de idade. Logo começou, com a ajuda de seu primo Button, a distribuir uísque em carroças até o Alabama, onde vendiam a bebida aos homens que lutavam na guerra entre os estados (The War Between the States). Seis anos depois foi o primeiro a registrar sua destilaria, localizada no condado de Moore na cidade rural de Lynchburg, junto ao governo americano, criando a mais antiga destilaria registrada dos Estados Unidos. O produto era vendido em garrafas com tampa de cortiça. Para destingir seus uísques dos demais, Jack colocou um rótulo em suas garrafas, sendo o primeiro relato de publicidade feito por uma destilaria. Durante os anos 1880, a pequena destilaria se tornou uma das maiores no Tennessee e poderia ter se tornado ainda maior, se não por insistência própria. Ele se recusava a moer mais de 99 cestos de milho por dia para evitar que o governo mantivesse um fiscal de renda na destilaria. E assim, apenas 8 barris de uísque gotejava do alambique por dia. Porém, não demorou muito para ver seu uísque ficar famoso no mundo, ganhando vários prêmios internacionais como por exemplo a medalha de ouro na Feira Mundial de Saint Louis, em 1904, competindo contra outros 20 uísques do mundo inteiro. Jack Daniel morreu em 1911 e deixou para seu sobrinho, Lem Motlow, a destilaria como herança. Devido à lei seca instituída nos Estados Unidos - a lei começou dez anos antes no estado do Tennessee e se estendeu por mais alguns anos depois da lei ser revogada, a destilaria ficou proibida de produzir seu produto. Transferiu as destilarias para as cidades de St. Louis e Birmingham nos primeiros anos da lei seca. Porém, sua intenção de driblar a lei não teve êxito, pois não contava com as águas da nascente de uma caverna perto de Lynchburg, que faziam do produto um uísque único. O jeito foi diversificar os negócios durante o período da proibição, investindo em propriedades e no comércio de mulas.

Retomou as atividades em 1938 e produziu o uísque até 1942, quando a destilaria foi proibida pelo governo americano de produzir seu produto em virtude da Segunda Guerra Mundial. Quando o governo suspendeu a proibição em 1946, impôs uma cláusula em que a produção só poderia ser feita utilizando grãos de milho de qualidade inferior. Lem Motlow, não querendo baixar a qualidade do uísque, se recusou a voltar sua produção até 1947. Com a sua morte nesse mesmo ano, a destilaria passou para as mãos de seus quatro filhos, Reagor, Robert, Daniels e Connor. Os quatros irmãos aumentaram sensivelmente a produção, nunca perdendo a tradicional qualidade do uísque, utilizando o principal slogan feito por Mr. Jack: “Every day we make it, we’ll make it the best we can”(Todos os dias fazemos isso, nós vamos fazê-lo o melhor que podemos). Nos anos 50, a taxação sobre a bebida estava altíssima, eram pagos US$ 10,50 por barril antes mesmo do uísque ser vendido, levando a destilaria a uma situação difícil. Em 1956, os irmãos resolveram vender o negócio para a Brown-Forman Company of Louisville, que manteve a mesma qualidade que fizeram de JACK DANIEL’S tão famoso no mundo.

domingo, 21 de novembro de 2010

OPALA - O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS

 

 Em novembro de 1966, a GM Brasil anunciava o início do projeto 676, o inicio do futuro Opala.
O Opel Rekord é considerado o "pai" do Opala, veja abaixo a semelhança com o nosso Opala. 
Batizado com o nome de uma pedra, semi-preciosa, tipicamente brasileira, um quartzo de cor azulada, o Opala, incolor ao ser extraída do solo, mas que adquire múltiplos tons ao ser exposta à luz, e também, a fusão entre Opel e Impala, o carro da Chevrolet americana que lhe cedia o motor de seis cilindros.

Com plataforma baseada no europeu Opel Rekord C, e mecânica tipicamente americana, a Chevrolet deu uma cartada certeira no mercado brasileiro, deixando a carroceria do Opel Rekod com a frente e a traseira semelhantes aos carros fabricados pela chevrolet nos Estados Unidos, conseguiram um design que agradou os brasileiros. A mecânica utilizada foi a mesma dos modelos utilitários da marca, tornando o Opala com manutenção simples, com uma grande quantidade de peças disponíveis e assistência técnica em quase todo o País. Outro grande acerto da Chevrolet foi a adoção de dois tipos de motorização, o quatro cilindros do Chevy Nova [2.509 cm³], e o seis cilindros da versão básica do opala [3.764 cm³], conseguindo com isso superar a crise do petróleo durante a década de 1970.

O Opala conseguiu se tornar um clássico digno de colecionadores experientes, mesmo antes de sua produção ser encerrada, algo raro não só no Brasil como no Mundo. O nome pegou e quando se ouve falar a palavra Opala no Brasil à primeira imagem que vem a cabeça é o automóvel e a não a pedra de quartzo. Oferecido inicialmente, somente carroceria de quatro portas nas versões, Opala Especial, Opala Luxo e Opala Gran Luxo. A carroceria cupê de duas portas foi oferecida somente a partir de 1972, com o novo motor de 4.100 cm³, que era facilmente identificada pela inscrição com os números 4100 nos pára-lamas dianteiros, próximo aos indicadores de direção.

Surgiu também à versão SS, com faixas decorativas, caíram no gosto dos mais jovens. A versão SS em 1974 passou a ter como opcional, aquele que se tornaria o mais desejado dos motores de Opala, o 250-S, com a intenção de obter homologação para as corridas, ele tinha taxa de compressão maior que a do motor 4100, coletor de admissão fundido em alumínio, e um comando de válvulas mais “brabo” para acionar os tuchos mecânicos, que anteriormente eram hidráulicos
Em 1975 surgia a versão Comodoro, com algumas inovações como carburador de corpo duplo, câmbio manual de quatro marchas no assoalho [opcional], antes oferecido somente com três marcha na coluna de direção e o câmbio automático de três marchas, na coluna ou no assoalho [opcional]. Já em 1978, surgi aquela que seria a versão mais desejada dos anos 80, a Diplomata, que ficou tão famosa que muitos nem mais chamavam o carro de Opala, somente de Diplomata.
O Opala passou por três alterações de estilo, a primeira em 1980, com frente e traseira redesenhadas, ficando com visual mais quadrado e moderno, se diferenciava a versão diplomata pela inclusão de faróis de neblinas entre a grade e os faróis. Já em 1981 passou a contar com um novo painel de plástico injetável, com mostradores iluminados. Em 1985/86, surgiu à versão diplomata bicolor [saia e blusa], já em 1988 ganhou novos faróis, já com os faróis de neblinas embutido para todas as versões, e plástico unindo as lanternas traseiras, encobrindo o bocal do combustível, sendo que na versão Diplomata esse plástico era produzido com o mesmo material das lanternas traseiras, como se fosse uma só peça. No início dos anos 90, especificamente 1991/92 teve uma nova alteração de carroceria, contando com pára-choques de plástico envolventes, retrovisores embutidos junto aos vidros das portas, frisos laterais envolventes, novo interior, inclusive com a opção de bancos em couro, rodas aro 15', para a versão Diplomata, câmbio manual de cinco marchas e câmbio automático de quatro marchas. Mas nem todas essas alterações foram suficientes para o Opala resistir à liberação das importações.

Sua versão perua, a Caravan, também fez muito sucesso, e era disponível em todas as versões que dispunha o Opala.

Pelo confiável e potente motor, sugiram vários carros utilizando a sua mecânica, como o Puma GTB e Santa Matilde, bem como carros adaptados para competição, vale sempre lembrar do sucesso da antiga Stock-Car.
Com produção iniciada em 1968, foram fabricadas segundo a ANFAVEA [Associação Brasileira de Fabricantes de Veículos Automotores], 984.444 unidades do Chevrolet Opala.
Muitos não sabem por que a Chevrolet não continuou com o nome Opala para a linha Omega, (por sinal outro nome de pedra semi-preciosa). O motivo é simplesmente porque não seria justo com os 984.444 compradores apaixonados pelo modelo, se tivessem que chamar outro automóvel com esse nome, que não o saudoso Opala.
Foi uma aposentadoria com honras, pois mesmo sabendo que finalizaria a produção, a Chevrolet deixou o modelo mais moderno e bonito.



OPALA DIPLOMATA 92

domingo, 10 de outubro de 2010

Consumo e consumidor

domingo, 26 de setembro de 2010

Comunicação de Massa e a sociedade consumista

Comunicação, como o ato de comunicar-se, é o que torna possível a vida em sociedade; o intercâmbio entre as pessoas. É com ela que se faz uma realização comercial, por exemplo. Passa a ser propriamente dita, comunicação, quando se tem, essencialmente: emissor (quem emite a mensagem), mensagem (o que é emitido pelo emissor) e receptor (quem recebe a mensagem do emissor). A Comunicação Social, enquadra profissionalmente: Meios de Comunicação de Massa (Mass Media) e Comunicação Organizacional (Publicidade, Relações Públicas, etc).

O termo, Comunicação de Massa, surgiu após a Segunda Guerra Mundial nos Estados Unidos para classificar os veículos de comunicação destinados a um aglomerado gigantesco de indivíduos – rádio; TV; revista; jornais; e, atualmente, internet. Estrategicamente, a mídia começa então a fazer uso da retórica aristotélica a fim de persuadir a sociedade “recém capitalista” se deixar levar pelo bombardeio constante de informações. O objetivo, até então, é único e de fácil entendimento: interesse comercial pela alienação conjunta.
Com uma linguagem limitada, considerada por muitos teóricos como primária repetitiva e de aspecto pobre, rapidamente ganhou a simpatia dos proletariados que gozavam, e ainda gozam, de uma programação estabelecida pela mesmice do entretenimento alucinante consumista. Os programas noticiosos não interessam tanto quanto a novela que, por sua vez, permite o telespectador se imaginar, de forma agradável, no lugar do mocinho que luta para ficar com sua amada.
Assim, a Indústria Cultural, classificada por Adorno – sociólogo influente da Escola de Frankfurt, como a conversão da cultura como mercadoria, toma força com o surgimento da propaganda na TV e no Rádio e anúncios em jornais e revistas. A sociedade, então capitalista, passa a consumir aceleradamente com a idéia de estar adquirindo um status cultural – ideologia burguesa de acreditar na flexibilidade na pirâmide social com o auxílio dos bens materiais.
Se a humanidade pôde testemunhar um feito incrível e irreversível, esse feito com certeza foi o capitalismo. E se há uma perfeição sobrevivente na Terra, essa perfeição se chama Cultura de Massa. Foi ela que criou o ciclo infindável que movimenta a roda da fortuna das indústrias e dos meios de comunicação: a mass media seduz o homem a comprar um produto, fazendo assim ele trabalhar mais para poder pagar, chega em casa no fim do dia e, ao assistir a TV, é seduzido por um novo produto que ao adquirir o obriga a trabalhar ainda mais para poder pagar e assim vai [...]
Acreditar na anulação desse ciclo é o mesmo que entregar o próprio pescoço à forca como aposta do fim do capitalismo. É um sistema que interfere não só no âmbito social, mas no íntimo primitivo do ser humano, tanto do lado alienador (que busca acumulação de riquezas), quanto do lado alienado (que busca constantemente em quem/quê acreditar e suprir o vazio que possui dentro de si). É o desejo por desejos que são preenchidos pela idéia fixada nas nossas mentes, com uma linguagem simples, que só tomando posse de algum bem material teremos êxito de satisfação.

Aquela regra ortográfica

Começando por esclarecer, “regra” é uma ordem que, salvo às exceções, tem o objetivo de unificar e tornar as coisas organizadas. “Ortográfica”, que vem de ortografia, palavra derivada do grego, ORTO “correto” estrutura, base que sustenta (como ortopedia e ortodontista) e GRAFIA “escrita”, o passar para o papel, tornar legível por códigos particulares, como psicografia, telegrafia, tipografia e tantas outras grafias que nem sempre se leva ao gráfico. Portanto, a regra ortográfica nada mais é que uma ordem da estrutura das palavras escritas. Isso conclui que a pronúncia continua a mesma.

A Língua Portuguesa já passou por cinco renovações ortográficas, a primeira em 1911 e a última, até agora, em 1990. A IDEIA é fazer uma unificação nos nove países que possuem a língua como oficial e, aos poucos, acabar com as diferenças ortográficas que cada país possui.
Até aí tudo bem, as coisas continuam belas e as palavras certamente ganharam uma forma mais simples na escrita – até porque ninguém mudaria para algo pior. A nova geração de estudantes primários terá, e já está tendo, uma facilidade na aprendizagem em ler e escrever, até porque tenho certeza que ninguém se simpatiza com aqueles montantes de acentos, tremas, hífens (ou hífenes, como preferem alguns) e aquele tanto de exceções às regras que já confundia por si só.
Há quem diga que isso foi muito bom, que já pegou a lógica da coisa e que é filho de Heros – ou qualquer outro deus de origem mitológica romana, grega ou egípcia, e que, no mínimo, é um chato! Se há uma coisa que temos que concordar é que essa nova regra deu uma desestruturada na cabeça de muita gente e já não sabe onde se sentar porque, afinal de contas, tiraram ou não o acento de ônibus?
E assim, como ter que aprender que azul agora é COR DE ROSA, todo mundo fica regulando a mão ou os dedos – se for uma digitação, para não por o acento em IDEIA, para não por o trema em LINGUIÇA e saber diferenciar a FORMA da FORMA – entendeu?
No mundo acadêmico a exigência é muito maior, pois quem cursa um ensino superior faz parte da elite de uma sociedade com uma vivência cruel em níveis de ensino. É como na era vitoriana, quando a alta sociedade era submetida a tantas torturas de vestimentas: homens usando perucas e saltos e mulheres usando espartilhos e vestidos que pesavam até três vezes mais que a moçoila.
Mas não se desespere. Não há razão para arrancar os cabelos. Há disponibilidade de arquivos em PDF na web de guias práticos da nova ortografia, como, por exemplo, o

¹ Michaelis, e ainda ² softwares para baixar grátis, atualizando o seu programa de edição de textos.

¹ www.livrariamelhoramentos.com.br/Guia_Reforma_Ortografica_Melhoramentos.pdf

² http://www.baixaki.com.br/busca.asp?q=nova+ortografia&go=Buscar

Por: Daiane Leite - blogueira e acadêmica do curso de comunicação social com habilitação em jornalismo pela Fasb.

Empobreça com a Mega Sena

Talvez nem todos se lembrem do caso que envolveu um único ganhador da Mega Sena, no mês de julho de 2005. O caso foi manchete em vários meios de comunicação por todo o país. Um resumo de todo o acontecimento, seria mais ou menos o seguinte: Cidade do Rio Bonito, ano de 2005, René Senna, ex-lavrador e ex-açougueiro, ganha sozinho o prêmio de R$ 52 milhões da Mega Sena.
No início de 2006, René, então com 53 anos, se casa com a cabeleireira Adriana Almeida, de 28 anos, e em janeiro de 2007, ele é encontrado morto com quatro tiros, em frente ao bar que freqüentava.
Após várias prisões e julgamentos, outros dois acusados, que faziam a segurança da mansão que o casal morava, são condenados a 18 anos de prisão, Já a Adriana, consegue em 2008, um hábeas corpus do STJ com o argumento de que o processo estava atrasado.

Clique aqui e leia sobre o caso René Senna, completo

E esse mês, o apostadores cresceram os olhos para mais um acúmulo milionário da Mega Sena, uns apelam para Deus, outros para um pé de coelho, dedos cruzados etc.
Sempre ouvi dizer que dinheiro não traz felicidade, eu não sei. Agora, ninguém está preparado para ganhar mais de 60 milhões, de repente, principalmente se for um pobre lavrador ou do mesmo patamar social. A Mega-Sena, já é um absurdo, em vez de distribuir, concentra a renda. Porque não dar um milhão, para 60 pessoas?
Essa grana pode acabar caindo, como uma bomba, como foi em Rio Bonito. A súbita riqueza desestabilizou a economia e a tranqüilidade da população. Todos se sentiram mais pobres, e o sentimento geral, foi a inveja. “O que um pobre diabo como ele, ainda por cima, sem pernas, vai fazer com tanta grana?” (René havia amputado as pernas, antes de se tornar milionário, por problemas com a diabete).
Ele, coitado, fez o óbvio. Quis virar burguês; mansão, carrões, seguranças e mulher. Ele tentou copiar os deputados corruptos que ele via nas revistas, e tudo se transformou numa novela em que os figurantes, viraram os galãs. Ele era o “Dono do Mundo”, o “Sinhozinho Malta”, mas o papel principal, não cabia nele.
A amante, ex-cabeleireira, virou a “perua loira”, de óculos escuros, (como uma celebridade da revista Caras) com dois amantes. E o René, atrapalhava a festa.
Além disso, essa “riqueza trágica”, também é uma lição política. Não adiantam dar dinheiro, nem mega bolsas famílias, sem condições para o crescimento.
Essa história trágica nos fascina também, porque é uma caricatura grotesca, mas perfeita, da elite brasileira.


Por: Alisson Andrade - produtor, editor, cinegrafista, repórter e graduando do curso de comunicação social com habilitação em jornalismo pela FASB.